Na Argentina uma técnica conhecida como Hipnose erótica cada vez mais vem se popularizando, os terapeutas que utilizam tal técnica utilizam essa ferramenta para tratamento de disfunções sexuais e aumento do prazer no momento da relação.
A "hipnose erótica" não tem nada com os clichês que a maioria das pessoas pensam sobre a hipnose, e é utilizada para o paciente obter algo próximo de uma relação sexual sem nenhum contato físico."A hipnose erótica está na moda agora, e vemos isso pelo interesse que vem despertando em publicações especializadas ou na mídia", afirmou à BBC o psicólogo clínico Carlos Malvezzi Taboada, do Instituto Gubel, de Buenos Aires.
Malvezzi explica que é um método comunicacional em que o profissional, por meio da palavra, leva a pessoa a um estado de meditação profunda, aumentando os níveis de percepção. Para ele, na clínica onde trabalha o uso da hipnose não tem como objetivo aumentar o estímulo erótico, mas sim ajudar a quem sofre de disfunções sexuais.
Embora venha aumentando o número de pessoas que procuram essa técnica, há inúmeros críticos. "Há certo exagero no uso da hipnose clínica para tratar os problemas sexuais", disse à BBC o sexólogo e professor da Universidade de Buenos Aires, Juan Carlos Kusnetzoff.
Afirma ainda Juan que a terapia sexual não deve consistir somente da hipnose clínica, mas de vários procedimentos. Além de que nem todas as pessoas são "sensíveis" a hipnose.
Entre os principais riscos apontados por especialistas e críticos do procedimento, está a possibilidade do paciente entrar em um estado tão profundo de hipnose que não consiga sair, como se fosse uma hibernação.
Outro motivo de preocupação é que o indivíduo comece a preferir a experiência sexual com hipnose e não a realizada com outra pessoa. "Se vejo que a pessoa tem fortes rasgos de narcisismo, o mais provável é que adquira um vício, como se fosse uma droga", diz Kusnetzoff.
Os médicos também advertem para o perigo do abuso que pode ocorrer em uma situação de hipnose erótica com alguém sem experiência, que possa se deixar levar pela situação que esteja recriando.
O que podemos refletir sobre esta notícia, notamos que o homem vem a cada dia se distânciando dos relacionamentos afetivos, buscando mecanismos superficiais de satisfação na área emocional, fugindo do contato pessoal com o outro, recorrendo cada vez mais aos relacionamentos virtuais, imaginários, fantasiosos. Precisamos frear nossos impulsos, sair do automático, repensar uma outra maneira de nos relacionarmos, ou estaremos fadados a viver como robôs, talvez com prazer físico, mas com certeza sem emoção, sem afeto, sem envolvimento.
Margarete Alves da silva
Psicoterapeuta Transpessoal.
O que podemos refletir sobre esta notícia, notamos que o homem vem a cada dia se distânciando dos relacionamentos afetivos, buscando mecanismos superficiais de satisfação na área emocional, fugindo do contato pessoal com o outro, recorrendo cada vez mais aos relacionamentos virtuais, imaginários, fantasiosos. Precisamos frear nossos impulsos, sair do automático, repensar uma outra maneira de nos relacionarmos, ou estaremos fadados a viver como robôs, talvez com prazer físico, mas com certeza sem emoção, sem afeto, sem envolvimento.
Margarete Alves da silva
Psicoterapeuta Transpessoal.
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